Conheça a história da indústria do plástico e suas perspectivas

Ele está no celular, no computador, nos carros, nas embalagens dos alimentos, nas próteses ortopédicas, nas roupas, nos brinquedos, entre infindáveis setores da sociedade. Desde a sua descoberta, a indústria do plástico só evolui, facilitando a vida e ainda gerando centenas de milhares de empregos.

Trata-se do quarto setor que mais abre vagas no país. Inclusive, a indústria do plástico é um dos indicadores de cálculo que auxilia na previsão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas da nação. Devido a sua grande importância, nada melhor do que você ficar por dentro da história e perspectivas do plástico. É o que vamos mostrar neste post. Confira!

Fique por dentro da história do plástico

Considerado uma das maiores invenções de todos os tempos, o plástico surgiu após várias pesquisas ainda no século XIX, mais precisamente em 1860. Graças aos estudos e experimentos do químico e inventor inglês, Alexander Parkes, foi possível chegar ao nitrato de celulose. A descoberta foi a base do material, inicialmente apelidada de “Parkesina”.

Sendo um composto formado por ácido nítrico e celulose extraída da madeira, o nitrato se destacou pela facilidade de se fundir e dissolver, abrindo espaço para novas pesquisas e reformulações na sua estrutura. Tanto é que o norte-americano John Wesley Hyatt venceu um concurso de invenções apresentando bolas de bilhar elaboradas com o material. O experimento acabou sendo enterrado por conta do poder inflamável do produto.

No entanto, Hyatt não desistiu e chegou a criar uma fábrica especializada em peças odontológicas, abrindo a mentalidade do mercado em relação ao plástico. Já em 1920, o químico alemão Hermann Staudinger descobriria a estrutura molecular do material, chegando a conclusão de que se tratava de um polímero formado por macromoléculas.

Daí para frente foram novas descobertas, chegando aos diferentes tipos de plástico que conhecemos hoje, como PET, poliestireno, nylon, poliéster etc. Veja a cronologia da indústria do plástico ao longo da história.

  • 1835: o monômero de cloreto de vinil é apresentado por Regnault;
  • 1838: descoberto o nitrato de celulose;
  • 1839: Charles Goodyear inicia o processo de vulcanização da borracha;
  • 1865: descobre-se o acetato de celulose;
  • 1870: a celulose é patenteada pelos irmãos Hyatt;
  • 1884: Hilaire Chardonnet inventa a primeira fibra sintética, a rayon de viscose;
  • 1905: Brandenburg cria a celofane;
  • 1909: Leo Baekeland descobre o baquelite;
  • 1922: Hermann Staudinger sintetiza a borracha;
  • 1928: começo dos estudos da química orgânica por Ziegler;
  • 1929: a empresa Dunlop cria a primeira borracha de espuma;
  • 1931: J. A Hansbeke desenvolve o neoprene;
  • 1933: primeiros produtos injetados com poliestireno;
  • 1938: início da comercialização de poliestireno;
  • 1938: Roy Plunkett descobre o PTFE;
  • 1939: ICI patenteia a cloração do polietileno;
  • 1940: o PMMA é introduzido na aviação;
  • 1948: George deMestral inventa o velcro;
  • 1950: o poliestireno de alto impacto começa a ser produzido comercialmente;
  • 1952: surgem os primeiros produtos fabricados em PVC;
  • 1953: o polietileno de alta densidade começa a ser produzido;
  • 1954: o polipropileno é desenvolvido com o uso de catalisadores de Ziegler-Natta;
  • 1958: o policarbonato começa a ser produzido;
  • 1963: Ziegler e Natta ganham o Prêmio Nobel de Química.

Veja a evolução da indústria do plástico

O Brasil acompanhou os passos da modernidade e não deixou de aproveitar os benefícios desse derivado do petróleo. As empresas investiram e, atualmente, existem mais de 12.000 companhias instaladas no país, empregando milhares de trabalhadores.

Desde a sua definição, do grego — conhecido como “plastikos”, ou seja, tudo aquilo que pode ser moldado, — até os dias de hoje, a indústria do setor vem evoluindo rapidamente. Com a descoberta do nicho dos descartáveis ainda em 1909, nos Estados Unidos, um mar de possibilidades se abriu.

O crescimento foi motivado pela introdução do plástico nas indústrias automotivas, construção civil e de alimentos, abrindo espaço para a reciclagem

Descubra os desafios e tendências do setor

A indústria do plástico é um sinalizador da economia de um país. Isso porque se o PIB estiver indo bem, o consumo aumenta. Atualmente, o Brasil conta com uma média anual de 35Kg/hab de plástico, enquanto a média mundial é de 40Kg/hab. Ao contrário do que muita gente imagina, é possível melhorar o destino do material encontrando soluções viáveis e inteligentes em busca da sustentabilidade.

Trata-se de um desafio do setor, tendo em vista que a falta de conscientização ainda é uma problemática no Brasil. Tanto a população quanto o setor público necessitam de avanços para inserir o plástico reciclado na cadeia produtiva. Outro aspecto que não pode ser deixado de lado é  profissionalização da gestão, assim como a conquista de parceiros estratégicos.

Por meio da inovação tecnológica, a utilização do plástico vem passando por uma verdadeira revolução. Os moldes criados nas impressoras 3D, por exemplo, estão sendo extremamente úteis no desenvolvimento de próteses ortopédicas, na elaboração de peças e, até mesmo, na construção de casas. Os polímeros também auxiliam no trabalho médico: eles estão nas bolsas de sangue, de soro, cateteres, seringas, embalagens para resíduos hospitalares, entre outros. 

Conheça algumas perspectivas do setor

Além dos pontos citados, existem outras tendências, como criação de Softwares de gestão, como no caso de controle de estoque, trazendo mais eficiência nos processos. Assim, o gestor terá uma maior exatidão do que entra e sai, evitando perdas. 

Também não podemos deixar de citar a conquista de novos mercados, ponto essencial no ganho de competitividade. Um deles é a produção de itens personalizados. 

Trata-se de um nicho de mercado que certamente vai garantir excelentes oportunidades para quem se adequar as novas mudanças. A construção civil é um dos destaques também, principalmente no uso do plástico na fabricação de janelas, telhas, pisos e revestimentos.

O agronegócio  está encontrando no plástico novas alternativas , principalmente em se tratando de material reciclado, aumentando a produção e a produtividade, como no caso de películas de polietileno nas plantações (mulching), excelentes para proteger os diferentes tipos de culturas, como de tomate, alface, pepino, entre outras.

O plástico  é extremamente necessário na estocagem e transporte dos alimentos, evitando desperdícios e perdas em razão das mudanças climáticas tão comuns na atualidade. 

Como você viu neste post, é possível criar muitas soluções por meio da indústria do plástico. Portanto, o mercado tende a crescer consideravelmente nos próximos anos, com a abertura não só de novos mercados, como também de postos de trabalho e renda para população.

Após a leitura desse artigo, seria interessante você aprender sobre como o plástico pode ajudar a combater o desperdício de alimentos. Explore os nossos conteúdos! 

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