Entenda quais são os processos que resultam na cor final do material reciclado

Ao longo dos anos, a indústria do plástico vem em uma crescente evolução tecnológica, em busca de inovações no que diz respeito aos polímeros, em equipamentos de melhor performance e redução dos gastos. Entre eles, com energia, principalmente por meio de processos mais inteligentes e viáveis economicamente. No nicho de transformadores de reciclados não é diferente. Com mais tecnologia e consciência ambiental, é possível chegar em uma cor do plástico reciclado mais específica e com maior qualidade. 

Isso porque novas tendências do mercado consumidor são fontes de inspiração a novas tecnologias e avanços em estudos e pesquisas, estimulando as empresas a se adequarem conforme a necessidade de mudanças. 

Neste post, será abordado o processo de cores em materiais reciclados, como deve ser realizado, quais cuidados deverão ser observados e quais etapas o material passa até estar a disposição do mercado consumidor. Quer ficar bem informado? Então, continue lendo!   

A aplicação de cores em materiais reciclados 

Diferentemente da aplicação de cor em resinas naturais (virgens), o material plástico reciclado requer uma série de detalhes e etapas para atingir a cor a ser proposta.

Isso acontece em razão da divergência encontrada em sua base polimérica, uma vez que o material já foi processado e aplicado cor anteriormente, o que dificulta a incorporação de certos pigmentos e aditivos. 

Dessa maneira, são necessárias diversas etapas, como a separação e análise de matéria-prima (além de separação por tipo de material, deve-se observar tonalidades próximas e miscíveis) durante a aglutinação e aditivação. Nesse momento, poderá ocorrer a variação de concentração de pigmentos por densidade.

Afinal, durante a extrusão/granulação qualquer interferência (por temperatura, por atrito e/ou filtragem) poderá causar divergência em seu processamento, ocasionando variação de tonalidade por degradação do próprio pigmento, material, entre outros aspectos. 

Também não podemos deixar de citar que o material reciclado ainda conta com uma limitação de tonalidade e translucidez, sendo necessários ajustes e direcionamento do mesmo para produtos específicos, que absorvam essa necessidade.  

Como funciona a obtenção de materiais reciclados em cores 

O processo de obtenção de cor do plástico reciclado necessita de etapas muito bem analisadas e com padrões criteriosos para que tudo saia de acordo com o planejado. Afinal, se houver alguma falha no ajuste da temperatura na aglutinação ou durante a colocação certa dos pigmentos e aditivos, certamente todo o trabalho será comprometido. 

Com isso, trata-se de um processo que necessita de análises apuradíssimas, tudo com o objetivo de atingir uma coloração mais próxima em comparação ao material virgem. São necessárias constantes correções nas tonalidades, ajustes dos ciclos, enfim, não é simplesmente colocar o pigmento na máquina e pronto. Tudo é bem mais complexo do que parece. 

Como se dá o processo de coloração do plástico reciclado 

Para chegar em uma tonalidade específica é necessário uma avaliação. Entre as investigações, devem constar. 

  • Qual o tipo de resina a ser utilizada (virgem ou reciclada); 
  • Quais produtos serão transformados e suas respectivas características técnicas; 
  • Quais as condições de uso e em que situações será submetido. 

Na maioria dos casos, a obtenção da cor em resinas virgens se dá por incorporação de masterbatches, que é um concentrado de cor na forma de grânulos. Isso acontece durante o processo final do produto (durante a injeção de peças, sopro de frascos e/ou durante a laminação e extrusão de tubos, por exemplo). 

Já na obtenção em resinas recicladas, a incorporação é realizada por pigmentos em pó e/ou aditivos umectantes, utilizado no início do processo de obtenção do material granulado. 

Os materiais reciclados são bem mais complexos, pois vêm de diferentes origens e com cores variadas. Isso porque o fabricante de um nylon preto, por exemplo, possivelmente utilizou materiais além dessa cor, como peças em diversas cores como azul, amarelo, verde, ou seja, a tonalidade do material deverá ser corrigida e a quantidade de pigmentos para atender à necessidade do produto final deverá ser muito mais concentrada. Por isso, na hora de definir a cor do plástico reciclado é necessário um estudo analítico e certeiro.

Qual a diferença entre a cor do plástico virgem e do reciclado? 

A diferença é que no plástico virgem a coloração é obtida por meio dos pigmentos masterbatches, em pó, master líquido ou microesferas. No plástico reciclado, as resinas são separadas por cores próximas. 

Após o processo de reciclagem, o material é re-pigmentado com uma mistura de cores que necessita de muitos cuidados para se chegar à tonalidade esperada. Assim, o processo é bem mais complexo e detalhista. 

Para você entender, no virgem é necessário um master verde para se chegar ao verde, enquanto no reciclado é preciso uma combinação certa de cores com inúmeras variações para se obter a coloração desejada. 

Os avanços que aconteceram no processo de coloração do plástico reciclado

O que se vê hoje na indústria do plástico é um grande avanço na obtenção de cores variadas no plástico reciclado. Isso porque antigamente havia uma limitação de pigmentos, impossibilitando muitas misturas. 

Além disso, a maioria dos pigmentos que existia era inorgânica e originária de metais pesados e tóxicos, sendo de grande risco tanto para a saúde humana quanto ao meio ambiente. Agora, a situação vem mudando por meio da utilização de pigmentos orgânicos, com toxicidade reduzida e criação de processos menos poluentes. 

Por isso é tão importante uma avaliação do que se quer colorir e quais os impactos esta coloração irá ter em relação ao produto, ao processo de transformação, ao cliente final e ao meio ambiente.  

Atualmente, existem diversos tipos de agentes de cor, como master em grãos, agentes em pó (pigmentos) líquido (para tingimentos, com alto poder tintorial, por exemplo), ou seja, a tecnologia avançou muito na área de pigmentos e também em aspectos relacionados à incorporação em conjunto com aditivos de diversas potencialidades, como agentes anti UV, antioxidante, deslizantes, dispersantes, absorvedores de luz, fluorescentes, intempéries, entre outros.

Podemos citar ainda agentes de cores que imitam a madeira ou o marfim. Tratam-se de exemplos de inovações anteriormente impensáveis.

As 3 fases de reciclagem do plástico 

A reciclagem do plástico é uma excelente forma de contribuir com o meio ambiente. Tudo começa com a coleta e separação dos resíduos, trabalho executado principalmente pelas cooperativas de catadores existentes nos centros urbanos que fazem todo o trabalho de triagem do que pode ser reaproveitado ou não. 

Em resinas Poliolefínicas, o processo basicamente funciona como está descrito a seguir. 

Após a triagem, o plástico passa pela fase de descaracterização, onde é moído, lavado e seco. Em seguida, passa por aglutinadores onde ganha a incorporação de aditivos, agentes de cor (pigmentos) e pré-homogeneização, ficando apto para seguir ao próximo passo, a extrusora. 

É nessa fase que o material é fundido, novamente homogeneizado e transformado em grãos pronto para o uso nas empresas transformadoras, passando por uma revalorização, ou seja voltam a ser matéria-prima. 

 O terceiro estágio é a transformação quando o material é moldado em um novo produto, como frascos para produtos de limpeza, tecido, sacos para lixo, envelopes, caixas e cabos para baterias de carro, placas de isolamento térmico, utilidades domésticas etc.  

Tipos de reciclagem 

Dentro das fases do processo, podemos dividir a reciclagem em três tipos.

1. Reciclagem mecânica 

Trata-se do método mais comum. Ele transforma os plásticos coletados em pequenos grânulos que são utilizados na elaboração de novos produtos. 

2. Reciclagem química

A reciclagem química reprocessa os plásticos e os transforma novamente em matéria-prima para a indústria petroquímica. No entanto, esse processo necessita de um investimento muito significativo.  

3. Reciclagem energética 

É a transformação do plástico em energia térmica ou elétrica. Ela ocorre por meio da incineração e já é realidade em 35 países que tratam por ano mais de 150 milhões de toneladas de lixo urbano. 

Como você viu, obter a cor do plástico reciclado exige inúmeros esforços que precisam de muitos estudos, olhar analítico, investimentos e também da contribuição da sociedade como um todo no correto descarte dos materiais.

Ficou interessado nas inúmeras possibilidades do plástico? Então, entre em contato com a nossa equipe e veja como podemos ajudar a sua empresa!  

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