Entenda como vem sendo utilizado o plástico na indústria moveleira

Com o desenvolvimento de novos materiais, a presença do plástico na indústria moveleira tem sido cada vez maior. Hoje, já existe uma grande diversidade de peças com essa matéria-prima em sua composição, em substituição à madeira ou outros elementos.

Objetos e móveis de design, itens como gaveteiros, prateleiras e estruturas internas, ou mesmo produtos para uso em ambiente externo (como mesas e bancos de jardim), são fabricados em plástico. As vantagens são inúmeras, tais como maior durabilidade, resistência às variações de temperatura, baixa absorção de umidade e beleza das peças, entre outras.

Quer entender mais sobre a produção do plástico e seu uso na indústria moveleira? Continue a leitura deste post e confira!

Conheça a evolução do plástico

Para chegar a esse patamar de desenvolvimento, a indústria de transformação plástica passou por uma grande evolução. Os primeiros plásticos eram derivados da celulose, um polissacarídio presente na parede celular das plantas. O látex, usado na produção da borracha, é derivado da seringueira e o acetato de celulose, das fibras de algodão.

O primeiro plástico sintético, produzido a partir de derivados do petróleo, foi criado no início do século XX, para substituir materiais escassos na natureza e atender a uma escala industrial. A partir de 1920, a tecnologia desenvolveu-se rapidamente e o plástico passou a integrar um grande número de produtos.

Da antiguidade ao século XX

Os plásticos derivados de materiais poliméricos naturais são utilizados desde a antiguidade. Apenas na segunda metade do século XIX, com o desenvolvimento de técnicas de química orgânica, surgiram polímeros modificados, embora ainda fabricados a partir de materiais naturais.

A partir do século XX, surgiram novos materiais artificiais, como o silicone e a viscose. Nos anos seguintes, várias resinas foram sendo desenvolvidas. A primeira patente do baquelite, uma resina termofixa que substitui materiais como madeira e marfim, data de 1909. Nesse mesmo ano, começou também a ser desenvolvida a borracha sintética (isopreno).

A síntese de polímeros teve maior desenvolvimento a partir de 1920, quando surgiram alternativas em relação aos materiais naturais, como o acetato de celulose, o PVC, o poli (metilmetacrilato), a borracha sintética de polissulfeto e o poliestireno, entre outros.

Nessa época, surgiu também a primeira injetora comercial, patenteada na Alemanha. Sua produção em escala industrial só aconteceu em 1937. Desde então, os materiais e as tecnologias estão sendo constantemente aperfeiçoados.

Entenda a diferença entre polímeros naturais e artificiais

Os polímeros naturais (borracha e celulose) podem ser utilizados em vários produtos, como pneus e papel. Já os materiais poliméricos produzidos artificialmente dão origem a objetos utilizados pelos mais variados segmentos industriais. Desde sacolas plásticas até itens fabricados pela indústria automotiva contêm o material.

Os polímeros sintéticos são fabricados a partir do petróleo e, dependendo de suas características de fusão, podem ser definidos como termoplásticos ou termorrígidos. De origem grega, a palavra plástico significa “aquilo que pode ser moldado”.

Assim, enquanto os termoplásticos são moldados com calor e pressão, e os termorrígidos (ou termofixos), ao contrário, se solidificam em função do calor ou pressão e sua estrutura não poderá ser mais modificada. Conheça alguns exemplos de plásticos que endurecem com altas temperaturas e, em função dessa característica, têm sido, desde 1940, utilizados pela indústria moveleira:

  • baquelite;
  • borracha vulcanizada;
  • epóxi;
  • resina melamínica.

Saiba quais matérias-primas formam as resinas plásticas

Os polímeros são macromoléculas formadas por unidades estruturais menores, com baixa massa molecular (monômeros), polimerizadas. Essas longas cadeias moleculares são compostas por ligações de carbono e de hidrogênio (hidrocarbonetos), que muitas vezes se unem a moléculas de nitrogênio, oxigênio, enxofre, flúor, cloro, fósforo ou silício.

A química de compostos de carbono (moléculas biológicas ou retiradas de hidrocarbonetos) permite a sintetização de novos materiais plásticos. Os átomos de carbono criam longas cadeias que proporcionam formas estáveis às outras moléculas.

Os polímeros podem ser produzidos a partir de compostos presentes em diversas matérias-primas:

  • petróleo, fonte de hidrocarbonetos;
  • carbono (metano e CO2);
  • gás natural (CH4 e metano);
  • madeira;
  • água e ar, fontes de oxigênio e nitrogênio;
  • flúor;
  • sal marinho, que é fonte de cloro;
  • areia, fonte de sílica;
  • materiais naturais como celulose, lactose, algodão, entre outros;
  • carbonato de cálcio, mica e fibra de vidro.

Confira os usos do plástico na indústria moveleira

Com o aperfeiçoamento das técnicas e dos materiais plásticos, novos usos surgiram e os polímeros passaram a substituir matérias-primas utilizadas em diversos segmentos industriais. Um exemplo é o uso do plástico na indústria moveleira.

Os móveis produzidos a partir de resinas plásticas apresentam diversas vantagens: resistência às pragas e variações de temperatura, durabilidade e maior simplicidade na montagem. Os materiais mais usados no setor moveleiro são a resina plástica ABS e o polipropileno, especialmente na fabricação de cadeiras.

Em termos de durabilidade e conforto, o ABS e o polipropileno são semelhantes. No entanto, a qualidade visual é diferenciada. Geralmente os componentes em ABS, sofrem outras etapas de produção, como pinturas, metalização, entre outros , conferindo brilho e aspectos visuais semelhantes a metais, com custos inferiores.

Também já existem laminados fabricados a partir de PVC e em poliéster, que revestem móveis, aplicados em pavimentos (chamados pisos vinílicos) ou até em paredes. As cores não se alteram com o tempo e a durabilidade é maior que a da madeira.

Compreenda o conceito de sustentabilidade na indústria plástica

A coleta e a separação adequadas de produtos derivados do plástico fazem com que aquilo que, até então, era considerado resíduo ou produto para descarte, se transforme em matéria-prima, aumentando o ciclo de vida do material.

Os materiais plásticos podem ser reciclados inúmeras vezes, evitando desperdício e contribuindo para reduzir a poluição. A adoção de boas práticas na cadeia reduz a quantidade de itens descartados na natureza ou em aterros sanitários, eliminando boa parte da contaminação ambiental.

Além disso, o reaproveitamento de materiais derivados do plástico gera renda para cooperativas e outros profissionais que coletam e destinam os produtos para reciclagem, promovendo a sua revalorização.

Saiba como são os processos de reciclagem

Existem processos distintos de reciclagem, mas todos começam com a separação dos resíduos. A qualidade final do material e sua revalorização dependem da triagem correta, já que existem vários tipos de resinas plásticas e diferentes processos produtivos (injeção, extrusão, laminação e rotomoldagem).

Com a identificação e a separação dos materiais, a qualidade do plástico resultante da reciclagem é praticamente idêntica ao material original. Os móveis fabricados com materiais plásticos utilizam menor quantidade de madeira e outros materiais tradicionalmente utilizados nessa indústria.

Isso significa que o desmatamento e o uso de recursos naturais são menores. Além disso, quando descartados, tais móveis podem ser novamente reciclados e dar origem a outros produtos. Vale destacar que a necessidade de descarte de mobiliário fabricado em plástico é menor que a de produtos compostos por outros materiais, em razão de características como maior durabilidade, resistência, facilidade de limpeza, manutenção de cor e leveza, entre outras.

Por tudo isso, o uso do plástico na indústria moveleira tende a ser cada vez maior. Os segmentos de mercado que utilizam materiais plásticos reciclados têm mais vantagens competitivas, se destacando tanto em razão das inovações, quanto em relação à qualidade e beleza dos produtos finais.

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